Nostalgia
(#3, 20 págs, 1/2 Óficio)
Fuga da mesmice. É a primeira sensação que me vem à mente ao ler o zine da Debbie Cassano. Tenho lido um número considerável dessas publicações ultimamente, e uma coisa que noto é a maneira como se parecem entre si. Não vai aqui nenhuma crítica aos zineiros. Eu sei como é duro ser alternativo num país sem cultura... Sabe, até pros meios de comunicação de massa constituídos fica difícil a divulgação da informação dentro de uma comunidade de comportamento tão fútil, imagine só um tipo de literatura que fale sobre formas mais elaboradas de pensamento. Mas aí é que o zine precisa soar diferente, sabe? De parecidos e comprometidos com o sistema vigente de coisas já bastam os veículos "oficiais" de imprensa. Se você quer montar um zine, supõe-se que - numa ou outra área do pensamento - você tem alguma coisa nova pra mostrar. Tudo que você não quer é ser mais um veículo de divulgação de resenhas de shows, demos e críticas vagas ao sistema. E o MagaZine tem esse "algo mais" que está tão raro. Aquilo lá tem paixão, sabe? Talvez levada pela tão cantada sensibilidade atribuída à mulher, Débora soube ver, num universo predominantemente masculino como é o dos zines, aspectos sutis do universo cultural dito underground. Debbie, teu fanzine é 10, menina! Keep up the good work" (callango)
http://www.geocities.com/SunsetStrip/Mezzanine/1470/fanzine.html
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BRASIL, Sudeste, Mulher
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