Enquanto viajei a Europa de trem, além de ir montando meu roteiro, meio que aleatoriamente, usando um mapa e sugestões, fiz também questão de ter uma 'rota literária'...
Tem exemplos mais fortes, como a ilha do poema do Yeats, alguns posts atrás... mas...
Aqui também é lindo... Meu gosto literário inclui o conhecimento e paixão por STONEHENGE... Fiz a caminhada igualmente aos antigos até o 'monumento'... aliás, peregrinei muito por lá.
Dai segui para Woodhenge, que é praticamente desconhecido, mas também tinha sentido...
Tudo andando... Foi muito libertador.
Nessa época, já morava em UK, não estava mais viajando por EU...
Mas foi uma coisa meio 'beatnik' fase Kerouac budista, hehe....
Algumas photos relativas ao relato acima....




Todas as photos batidas por mim.
== Não basta falar. Tem que FAZER.
== xxxx
Acho que deve ser urgente... duas amigas minhas, de lugares geograficamente muuuito distantes, insistiram para que eu ouvisse e me interessasse pelos LOVE ME NOTs...
Uma mulher linda, maravilhosa, talentosa, vozeirão e um 'farfisa' lindão. Soul, garage, parece até Detroit, mas é ainda mais toscão... é Arizona!
Vai lá!
http://www.myspace.com/luvmenots
+ FOLHETIM... PARTE I 20 de junho de 1966 Eu nascia e os BEATLES lançavam:

D. Cassano = ouça minha discotecagem com ênfase em garage rock no blog de música da Ape Regina, che dice che... http://www.sdolcinato.blogspot.com
FOLHETIM super-EXTRA-ORDINÁRIO
Há diversas razões que explicam a paixão dos fãs de música.
Alguns sonhavam estar nos palcos, olhavam-se no espelho e imaginavam-se – estrelas – brilhando, porque cresceram ouvindo que eram incríveis.
Outros, sensíveis, viam (ou “utilizavam-se de”) a música como o bálsamo que acalenta o incômodo causado pelo diário viver...
Ainda alguns, querem apenas ser famosos, a qualquer preço e custo, e não tendo talento natural – corpo/beleza/estilo - para moda, tornam-se críticos, jornalistas ou vocalistas de bandas sub-alternativas.
================== IV Décadas de Paixão...
Levei anos para assumir de fato,
mas fato é que eu gosto mesmo é de música.
Houve boas ‘profissões’ e ‘oportunidades’, jamais me sentirei frustrada.
Mas um dia me peguei respondendo que sei o que quero da vida.
Gosto de ouvir, compor, ‘tocar’, cantar, comprar, divulgar, escrever sobre, e claro dançar...
============================
Breve Capítulo 1º
A Parte I começa no fim dos anos 60, em minha casa, onde só entrava Beatles – nada de Rolling Stones. Em minha primeira infância, eu e meu irmão (e melhor amigo) gostávamos de ficar olhando a maçã verde nos compactos girar, e cantar (em inglês que não existe). Isso nos deixava bem tontos - o que achávamos o máximo! Também ouvia Jovem Guarda em todas as festinhas de família. Gostava muito; e uma de minhas tias me chamava de ‘Ternurinha’.
Na fase pré-adolescência, minha irmã ouvia Nash, Crosby,Still and Young e eu achava tão devagar...
Monkies, Beatles e, principalmente, os Banana Split na TV.
As cores lindas usadas nos desenhos do Scooby-Doo...
Enfim... música, para mim, era algo alegre e divertido, lúdico, acessível. Eu apreciava muito e por isso, todos os dias, na condição de mais velha, pegava a vitrola portátil no armário em meu quarto e ouvíamos os 4 fabulosos.
Havia, claro, alguns outros compactos, mas esta era a preferência absoluta...
Sabe como é criança... gosta de repetir o mesmo disco (ou ver o mesmo filme) várias vezes e diariamente.
Claro, minha infância teve muita ópera, música erudita, jazz mais orquestrado em minha casa e... mais marginal na casa da minha tia.
Havia também, todas às sextas-feiras ainda com na casa da tia, a “Sessão Coruja, e os filmes que permearam minha primeira infância.
Minha tia adorava o cinema – ela foi da geração de 40/50, onde o cinema foi algo como o rock’n’roll dos jovens... Ah... havia também samba canção e os grandes nomes do rádio...
Lembro da surf-music dos filmes - e também muito Elvis, o Rei – na “Sessão da Tarde”...
===== Fechando as portas da memória...
Pop dos anos 60, os filmes, o jazz, e tudo mais...
Parte 1; primeira infância.
1966 – 1973

Títulos de Filmes, abaixo, como sugestão.
E embora a maioria aqui seja dos 60, há alguns legais filmados no fim dos anos 50.
(Fim dos 50 / Começo dos 60 = Exatamente a época que mais adoro!!!)
Gidget /1959
Beach Party /1963
Muscle beach Party /1964
Bikini Beach /1964
Surf Party /1964
Ride the Wild Surf /1964
Pajama Party /1964
How to Stuff a Wild Bikini /1965
Beach Blanket bingo /1965
Girls on the Beach /1965

Nesta sábado, 22/08 - 22hhs
SHOWS:
DEL-O-MAX
SPRINT 77
Discotecagem: DEBBIE + MONIKE
SOUL-GARAGE-PUNK-ROCK'N'ROLL-SKA-BOOGGIE-BLUES
Bar do Zé - R$ 10,00
===== Banca de Cds, Fanzines, etc...
Apoio: ORDINARY RECORDINGS

Ler MagazinE... Como estar com a melhor amiga!!
Shake my hands / Move arms and head / Head over heels / I like to shake it / All night long / I wanna dance / and feel the sound all over my body and soul!!
Twist and Shout / Go up and Down / Come on baby, let's take the town!
Come together ...
THE RAWCATS @ Ape Regina Dice che: http://www.sdolcinato.blogspot.com
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== we'll have a real cool time tonight!
Sexta-feira dia 24/julho [/b, às 23h,
no [b]CCPC (Centro Cultural Popular Consolação)
Sprint 77 - http://myspace.com/sprint77sp
Os Haxixins - http://myspace.com/oshaxixins
Fuzzfaces - http://myspace.com/fuzzfaces
Discotecagem do Wagner Tal e Thee Pushin' Too Hards.
Projeção do filme: Fritz the Cat.
Entrada 10,00 com nome na lista ( pedrobonani@gmail.com ), ou 15 pilas sem nome.
Rua da Consolação, 1897.
Noite histórica!! Compareçam!!

Músicas novas no MySpace da Ordinary Recordings...São na verdade material antigo, mas o que há em comum entre todas as canções é serem todas de composição e de bandas dessa que vos escreve, Debbie Cassano - o codinome desta sessão disponível é Me, MySelf & I. Tem The Wedding Swingers (Flávio Forgotten, e os Butchers Adriano e Marco nesta formação); o The RawCats (com Clayton Vaca de Pelúcia, Detetives e outros + Marco Butcher); Pussiest (com Adriano Butcher e a Vanessa); e o The Boom Boom Chicks (na formação original com o Luis e a Lili). Vai lá!
http://myspace.com/ordinaryrecordings
Quem vê música, não vê coração!!!
É fato que Billy Childish é genial em muita coisa que faz (música, livros, quadros). Mas digamos que o que não é genial, é uma droga. Vida pessoal, digamos. Ou que seja...
As Thee Headcoatees não eram uma banda propriamente dita. Os Thee Headcoats tocavam e elas, Holly Golightly, Kyra Rubella, Bongo Debbie e Ludella Black, cantavam. Ao contrário do que muitos assumem, elas já sabiam tocar / haviam estado em bandas. Eles se apresentavam juntos com freqüência, e isso foi de 1990 até 1999.
No começo dos anos 90, fui a um show no África Center em Convent Garden (Londres) e vi os Thee Headcoatees. Eu amei o show; e lembro delas gritando, vestidas a caráter, fazendo backings, cantando junto, como aquelas garotas nas platéias, nos anos 60, quando muito fãs de uma banda. Foi extremamente divertida, e a música, maravilhosa.
Depois, voltei a encontrá-los (Headcoatees e Headcoats), em um domingo, no Dome em Tufnell Park. Conversei um pouco, estava meio alcoolizada, não consegui nem pensar em combinar entrevistas ou falar algo inteligível sobre música. Nem lembro o que disse, para ser honesta.
Já aqui morando aqui no Brasil, tive duas informações paralelas sobre todos eles. E claro que queria falar um pouco das meninas – principalmente porque são muito interessantes musicalmente. Confesso que sou apaixonada pela música da Holly G. Mas vamos, sem destruir genialidade alguma, contar histórias que são aliás, o semi título deste pequeno artigo sobre esta 'turma de amigos'.
Fato I: Thee Headcoatees tocou no Empty Bottle em Chicago (USA) e a pessoa que os hospedou (a gerente do local, na época era uma amiga, e o apartamento era tão perto... eram britânicos e mais caros, não dava para arrumar um hotel, etc e tal;) e afinal, seria apenas por uma ou duas noites... A pessoa era super fã da banda, aceitou, jamais pensou no pior... Billy não toma banho (tampouco viaja de avião, tem que ser navio... fica mais caro!), fuma demais, é um chato, não faz coisa alguma sozinho. Ele havia namorado a Kyra por bastante tempo e naquele momento em Chicago, estava tendo um caso com a Holly. A Kyra surtou muito; aliás, surtava o tempo todo. Todos brigavam, o apartamento era pequeno, fazia bastante calor na cidade e Billy fedia muito. Todos fumavam sem parar, o fedor de cigarro e o do Billy, misturados, permaneceram no local por mais de uma semana! O trauma foi tanto, que segundo sei, a pessoa só voltou a escutar qualquer banda, de qualquer um desses britânicos MUITO tempo depois... Mesmo que todos eles tenham enviado presentinhos e mimos... Consciências extra-pesada? Vergonha na cara? Não… só não querem perder um contato onde ficar! Horrível? Acho que não!
Fato II: uma amiga baterista de uma banda legal Americana, mas que é britânica, muito amiga de todos Headcoats e Headcoatees (principalmente, de uma delas), e que veio passar o ano novo de 1999 para 2000 aqui no Brasil, estava indignada - quase enojada - com Billy (sim, ele novamente!). Contou-me durante 30 dias várias histórias sobre o modus operandi do distintamente arrogante Billy Childish (que aliás em inglês significa 'infantil'). Ou seja, como homem, ele não presta... Tem manias, trai, menti, é desleal. Também é dependente e mimado; não sabe sequer arrumar como gravar seus discos…. Nem como tentar armar uma exposição ou resolver questões de como se publica um livro. Enfim, o cara é um mala; faz coisas legais, mas acima de tudo, é meio parasita – inclusive musicalmente...
Mas enfim, não quero saber disso... Quero sim dizer que as meninas do Headcoatees têm muita história legal. Alguns discos você poderá ouvir/baixar no site que está no fim deste texto; estarão disponíveis conforme sua autora/editora tiver tempo.
Todas fizeram música legal e lançaram discos (inclusive muitos no Japão), mas a mais prolífera foi a Holly Golightly, com mais de 15 álbuns solos e diversos singles, além de participações com Rocket from the Crypt e White Stripes. A Ludella Black criou o mais-que-incrível DelMonas, e também lançou álbuns solos, com a participação mais que especial do The Masonics. A Kyra Rubella gravou alguns singles solos e está, com a Bongo Debbie, Ludella Black e a nova esposa de Billy, a Nurse Julie (The Musicians of British Empire) no maravilhoso THE A-LINES.
Mais informações abaixo. Ou no site da Ape Regina.
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========= Mais Informações:
BONGO DEBBIE: Tocou bateria no The X-Men; cantou no Thee Headcoatees; tocou bateria no Baby Birkin, no Dutronc, no Speed of Sound e depois no Family Way. Participou do Earls of Suave e Ug and the Cavemen. Toca bateria no Would Be Goods, canta no Honey & the Hucksters e está no The A-Lines.
LUDELLA BLACK: No texto acima.


THE LYRES (ou apenas LYRES)

Boston é uma cidade fria. E de lá, muita música boa surgiu. Uma das que vale muito a pena ser mencionada é o THE LYRES, banda que se originou com membros da DMZ , quando esta acabou.
Jeff “Monomen”” Conolly (órgão + vocal) foi o único integrante original a participar de todas as várias formações da banda. Muita gente legal tocou no Lyres e também no Cramps, The Dead Boy, Lords of the New Church, The Outsiders e etc. Tiveram vida longa (de 1979 até o começo dos 2000s) e voltaram nestes últimos anos para alguns shows eventuais. Estão fisicamente irreconhecíveis.
Quando os ouvi primeiro, achei meio MC5 demais para minha fase ultra garage da época. É que estava conhecendo, gravados em fita cassete (ou apenas: K7), vários compactos de 45 polegadas de bandas de garagem dos anos 60 – meu novo amigo de então, Will Sergeant que era guitarrista do Echo & the Bunnymen (OBRIGADA!!!!, MIL VEZES OBRIGADA!!!), colecionava APENAS compactos de 45 polegadas de bandas de garagem, repito. Isto é pré-lançamento de Pebbles. Mas a verdade é que eles eram guitarras fortes e pesadas, com sabor punk e muita influência dos anos 60. Lançaram vários discos e eram considerados os melhores do post-punk garage dos anos 80. Tente ouvir.
Tem coisas na vida que a gente não entende, mas vivendo e aprendendo, descobrimos a origem e de uma forma ou outra, não criticamos, enfim...
E a razão para várias pessoas de gosto musical “cool” apreciarem Yo La Tengo é... Mike Lewis (Lyres, DMZ, The A-Bones, etc) ter tocado nesta banda; foi baixista no primeiro álbum, Ride the Tiger.
Discografia: http://www.limbos.org/lyres/lyresd.htm
Ou procure no MySpace!!! J
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Ps: sou louca demais ou o 'On Fire' do Lyres foi lançado no Brasil???


HHTP://WWW.MYSPACE.COM/ORDINARYRECORDINGS
Fui à Dachau.
Logo após dias de pura curtição no Oktober Fest, fui lá sofrer...
Foi impressionante. A vibração é pesada, e eu - empática - chorei. E olha que meus olhos não são de se lacrimarem constantemente... Mas é pesado; e vergonhoso também. Eles dizem que é importante lembrar deste absurdo, é legal ter vergonha e assim, nunca mais repetir 'aquilo'.
Dachau é uma cidade da Alemanha localizada no distrito de Dachau, região administrativa de Alta Baviera, estado da Baviera.
Localiza-se nos arredores de Dachau o Campo de concentração de Dachau, que foi o primeiro campo de concentração de grande escala da Alemanha Nazi construído no terreno de uma antiga fábrica de pólvora em 1933.

Vai ver que é porque eu havia sido furtada por uma dupla de... - advinhem???? – brasileiras em Munique – 50 francos e um colete da marca Fórum, que inútil! – e estava meio azeda com a vida. Fui para Dachau. Um trem legal e quando sai, achei uma cidade quieta e muuuuito residencial. Ao partir, me perguntava o porquê alguém lá resolve morar.... ?!!!? Penso no Posto 9 na zona sul carioca e no meu querido Arpoador, ou na formosa Mooca, ou ainda na Armação em Florianópolis e realmente, REALMENTE, não entendo. Enfim. Depois de Dachau, subi. Não lembro aonde. Mas na próxima falarei da Áustria, o último país antes de entrar na Alemanha. Ou será que cheguei pela Suíça?? Veremos... Só sei que havia comido muito chocolate. E dos meus dias de Oktober FEst, mais da metade é em flashes. As pessoas lá trocam sua (grande) caneca antes mesmo de chegar ao fim. Ninguém gosta de ‘baba’, logo percebi. Fui a várias tendas para experimentar diversas marcas de cerveja, hehehe.... Voltei engatinhando, pelo que me lembro. Em tempo, existe uma diferença entre Campos de Concentração (concentravam os homosexuais, comunistas e outros inimigos do Estado) e de Extermínio (onde exterminavam os judeus, a maioria era na Polônia; desconheço a razão...). Tive ajuda da Wikipedia em algumas definições... Mais, só no Capítulo 3. ===================== -------- D.
-- Eu me diverti muito quando fiz 'minha viagem européia beatnik', em 1990. Havia largado meu super emprego, terminado minha vida acadêmica na terra brasilis, e entre indignação e nojo extremo, me recusei a ser governada pelo Collor. Fui embora, com uma passagem de trem válida por várias vezes, por centenas de dias e para onde quisesse... Eu abria o mapa, escolhia para onde queria ir, ou pegava dicas em albergues e, simplesmente ia. ============ Meu roteiro foi diferente, nada convencional e totalmente pessoal. :)
A Alemanha foi um país que particularmente amei. Nunca pensei que fosse gostar tanto dali.
Esta photo sou eu, encostada no que havia restado do Muro de Berlim. Participei das festanças do "Come Together" do lado oriental e ocidental. Foi lindo, intenso, festivo. TODA BERLIM estava nas ruas. Foi nervoso, excitante e um capítulo à parte dentro da minha saga alemã, que envolveu caronas com pessoas que não falavam outra língua senão o alemão, Oktober Fest em Monique e muito mais.
Três vivas para a Alemanha, um país de onde parti apaixonada. Continuei minha epopéia beatnik, dizendo que assim que terminasse meu curso na Inglaterra, voltaria para aprender alemão por uns 2 anos.
No fim, só saia de UK se fosse de férias, nunca me imaginei partindo de Londres... Mais, no capítulo 2, totalmente aleatório, assim como foi a viagem de mochila e 25 dólares ao dia.
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